Vilafranquense vence Castanheira e mantém-se na luta pelo título

Equipa da Castanheira beneficiou de um penálti e sofreu uma expulsão .
O Campo do Cevadeiro, em Vila Franca de Xira, foi palco no dia 18 de Abril para um grande jogo de futebol entre Vilafranquense e a Juventude da Castanheira. A equipa da casa venceu por 3-1, num resultado que não é o espelho do jogo.

Ao Vilafranquense só a vitória interessava para não deixar fugir o actual adversário na luta pelo título, o Lourinhanense, que lidera o campeonato com um ponto de vantagem. A equipa de Vila Franca de Xira cumpriu a obrigação, venceu por 3-1 o rival da Castanheira do Ribatejo e mantém tudo em aberto para a próxima jornada.

O público que visitou o Campo do Cevadeiro, em Vila Franca de Xira, não viu um mau espectáculo de futebol. Os jogadores bateram-se com “fair play” e nem os apupos das duas claques foram suficientes para manchar o jogo. A equipa da casa entrou em campo com Fialho, Nelson, Rocha, Hugo, Zão, Pica, Cordeiro, Milton, Marco, Emanuel e Carlitos. No banco ficaram Ruben, Lança, Castro, Mourato, Miguel, Macieira e Paulo. Do lado do Juventude da Castanheira o mister Júlio Alvadia entrou com Vicente, Wilson, Tito, Fábio Rosa, Nazaré, Cláudio, Hernâni, Nuno Dias, Miguel, Ivo e Paulinho. A aquecer o banco ficaram Igor, Saldanha, Passadinha, Torrão, Nuno Nazaré e Silva.

Mal a partida arrancou foi feito o primeiro golo do jogo, aos cinco minutos. Milton, de cabeça, resolve da melhor maneira um canto marcado na área do Castanheira. Com um golo sofrido logo no arranque da partida a equipa visitante pareceu claudicar por momentos até encontrar a sua posição em campo. Foi num dos poucos contra-ataques produzidos pelo Juventude da Castanheira que viria a gerar-se o primeiro lance polémico da partida. Um jogador do Castanheira cai na área e o árbitro Hugo Vicente aponta penálti contra a equipa da casa. Tito não tremeu e encaixou o empate aos 10 minutos.

A partida começa a ser fortemente disputada no meio campo, com muito rigor táctico de ambas as equipas, diminuindo a qualidade do jogo. A rotina é quebrada aos 15 minutos quando Miguel é atingido duramente e sai lesionado. Aos 20 minutos é da UDV a melhor oportunidade para marcar, numa boa jogada combinada que por pouco não deu golo. Aos 33 minutos o estádio quase vem abaixo com as queixas dos espectadores da União, que juntamente com os jogadores e equipa técnica reclamaram penálti na área do Juventude. O árbitro não concede e manda jogar. Ao intervalo o marcador permanecia inalterado.

O segundo tempo começa com uma maior pressão ofensiva do Juventude da Castanheira, que foi dono e senhor das melhores oportunidades de golo. Fernando Ferreira, treinador do Vilafranquense, viu que era preciso mudar e fez entrar Mourato e Macieira. Aos 15 minutos é feita a melhor defesa do encontro. Macieira, acabado de entrar, enche o pé para marcar um livre de fora da área do Juventude, obrigando Vicente a levantar voo para sacar uma espectacular defesa, aplaudida por todo o estádio. Aos 31 minutos acontece a expulsão de Nazaré, do Castanheira, por acumulação de amarelos. A equipa visitante perde a organização e sofre um golo a cinco minutos do final, por Paulo Machado. Ao cair do pano, em tempo de descontos, o Vilafranquense carimba o 3-1 final.

No fim do encontro Fernando Ferreira era um homem feliz. “O Juventude da Castanheira foi uma equipa que nos levantou bastantes dificuldades e penso que a nossa vitória é inteiramente justa. Sabíamos que este ia ser um jogo muito difícil porque há sempre uma grande carga emocional que rodeia estes derbies. A primeira parte foi muito embrulhada, com muito rigor táctico, muito combate, muito coração e pouca cabeça mas já sabíamos que ia ser assim”, afirmou a O MIRANTE. Do lado do Castanheira Júlio Alvadia lamentava a expulsão.

“Um derby é sempre um derby e os nervos estão sempre à flor da pele mas todos estão de parabéns por tudo ter corrido bem. Sofrer um golo nos primeiros minutos é sempre complicado mas os jogadores conseguiram ter cabeça e conseguimos marcar. Tínhamos um esquema montado em que o Vilafranquense não conseguia entrar na nossa área que resultou muito bem até à expulsão. Tivemos de nos adaptar e arriscámos o que havia para arriscar. O terceiro golo surge já numa altura em que a equipa está balanceada para o ataque”, lamentou o técnico.

Fonte: O Mirante

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