Risco de inundação nas zonas ribeirinhas tem tendência para aumentar

Quem o defende é o engenheiro hidráulico do Instituto Superior Técnico, Saldanha de Matos.
É importante intervir nas zonas ribeirinhas porque os riscos das inundações vão aumentar. O aviso partiu do engenheiro hidráulico do Instituto Superior Técnico, Saldanha de Matos, convidado da primeira sessão do ano do Observatório de Inovação e Desenvolvimento Local, que trouxe ao auditório da Junta de Freguesia de Vila Franca de Xira o tema da água e sustentabilidade.

A cidade de Vila Franca de Xira, no que diz respeito ao consumo de água potável, é uma zona de risco, devido à elevada densidade populacional que reduz a capacidade das captações, a possibilidade de captar água de qualidade e a reposição dos aquíferos locais.

A opinião é de Saldanha de Matos, engenheiro hidráulico e professor catedrático no Instituto Superior Técnico, em Lisboa. Foi um dos convidados do encontro dos agentes de desenvolvimento local, realizado no auditório da Junta de Freguesia da cidade, na quinta-feira, 29 de Abril. Em debate esteve a água e a sustentabilidade. Saldanha de Matos deu os parabéns à política de combate às perdas de água dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) mas alertou para os perigos das construções à beira do Rio Tejo, como o Bairro dos Avieiros.

“O futuro aponta para que, quando tivermos escassez, teremos mesmo. Mas quando tivermos muita água teremos demasiada. Isso vai significar cada vez mais cheias. As intervenções em zonas ribeirinhas são muito importantes porque os riscos das inundações vão aumentar. Começar a fazer bem ao ambiente é cada vez mais fazermos bem à carteira também”, afirmou o professor.

Durante a sessão, Vale Antunes, presidente do conselho de administração do SMAS, explicou algumas das medidas que têm sido tomadas para evitar as perdas de água que rondam os 20 por cento, valor que coloca Vila Franca de Xira entre os municípios do país que dão o bom exemplo.

“Actualmente já gastámos perto de dois milhões de euros em remodelações da rede de abastecimento, substituição de contadores e implementação de novas tecnologias de gestão. Mas é uma verdade que ainda está muito por fazer”, afirmou Vale Antunes.

Durante a sessão, Natália Alexandre e Catarina Conde, do Departamento de Qualidade Ambiental da Câmara Municipal apresentaram o projecto municipal de gestão dos recursos hídricos, que O MIRANTE divulgou a 22 de Março, dia mundial da água.

Recorde-se que o projecto divide-se em várias fases e tem como objectivo tornar mais eficiente o consumo de água potável no concelho através de um conjunto de medidas relacionadas com a rega de espaços verdes, limpeza dos equipamentos da higiene urbana e construção de tanques para armazenamento de águas resultantes da renovação diária das piscinas municipais.

Por fim, o urbanista Luís Matas de Sousa apresentou o projecto de requalificação da frente ribeirinha e do Jardim Municipal Constantino Palha. Na sessão foram trocadas dicas para poupar água e foram feitas também algumas comparações, como o facto do preço de uma garrafa de água de 33 cl num café custar um euro, valor suficiente para o SMAS adquirirem quase 2 000 litros da mesma água.

Fonte: O Mirante

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