Vila Franca precisa de mais zonas verdes e de melhorar a estrutura urbana


Chegou ao fim o ciclo de debates públicos da Agenda 21 Local do concelho de Vila Franca de Xira. Os dados obtidos em cada uma das freguesias ainda vão ser analisados e tratados mas algumas conclusões já saltam à vista: o concelho precisa de mais zonas verdes e de melhorar a sua estrutura urbana.

Requalificar e criar novas ligações entre as cidades e vilas do concelho de Vila Franca de Xira e o Tejo, melhorar a estrutura urbana das freguesias e construir mais zonas verdes são os principais desafios que Vila Franca de Xira tem pela frente no futuro.

Estas são algumas das primeiras conclusões do ciclo de debates da Agenda 21 Local do concelho, que tiveram a sua última sessão no dia 28 de Maio na sede da Associação de Promoção Social da Castanheira do Ribatejo. O objectivo deste ciclo de fóruns de participação pública era recolher contributos dos cidadãos para melhorar a qualidade de vida e promover o desenvolvimento sustentável, numa parceria entre a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira e a Universidade Nova de Lisboa (Faculdade de Ciências e Tecnologia). Os dados recolhidos neste ciclo de debates ainda vão ser analisados e processados para depois serem apresentados à população numa sessão pública a realizar depois do verão.

Para o professor João Farinha, coordenador do projecto, o concelho de Vila Franca de Xira tem duas realidades: a das zonas próximas do rio e as zonas rurais. “A zona próxima do rio é propícia à aproximação das cidades ao Tejo enquanto espaço de descompressão. Faltam espaços verdes e é possível fazer progressos na estrutura urbana. Na parte mais rural, como nas freguesias das Cachoeiras e Calhandriz, as preocupações são diferentes, sobretudo ao nível das acessibilidades”, refere a O MIRANTE . A fixação dos jovens é outra das grandes preocupações destas freguesias.

A última sessão destes debates decorreu com muitas cadeiras vazias, quase como a primeira (que se realizou na Póvoa de Santa de Iria em Março último com a divulgação a ser feita no próprio dia).

João Farinha considera que o ciclo de fóruns foi “interessante” e desvaloriza as críticas relacionadas com a falta de participação da população. “Temos tido sessões com participação próxima das 30 pessoas, não tem sido mau, se pensarmos que se tratam de dias de trabalho e em que as pessoas têm muitas solicitações. Vir aqui num dia de semana, das 21h00 às 00h00 participar e dar ideias só para quem goste muito da sua comunidade. Mas às vezes a falta de quantidade é compensada com qualidade”, conclui.

Limpeza de rios e sistema de esgotos são preocupações na Castanheira do Ribatejo

A limpeza e requalificação do Rio Grande da Pipa, Ribeira da Castanheira e a conclusão do sistema de esgotos são consideradas obras urgentes para os populares de castanheira do Ribatejo que na noite da última sexta-feira, 28 de Maio, participaram na discussão da Agenda 21 Local, que decorreu na Associação de Promoção Social da Castanheira do Ribatejo.

Na lista de preocupações segue-se a necessidade de requalificação do tecido edificado, criação de espaços verdes e melhoria das acessibilidades. Os populares consideram ainda relevante preparar os jovens para o mercado de trabalho, reforçar a coesão social, resolver o problema das pedreiras desactivadas, melhorar os comportamentos (consumo e poupança, cidadania, entre outros) e aumentar os apoios a idosos bem como o maior aproveitamento da frente ribeirinha e apoiar o desporto.

Outra das preocupações expressas pela população da freguesia, que tem 7202 habitantes, prende-se com a incerteza quanto ao futuro da plataforma logística da Castanheira do Ribatejo, que perdeu importância estratégica com a mudança do Aeroporto da Ota (Alenquer) para Alcochete e que está, hoje, com as obras atrasadas face ao calendário inicialmente previsto.

Fonte: O Mirante

1 comentários:

Pedro Calisto disse...

Vila Franca precisa de muito mais que espaços verdes, certo é que nada se faz... E o que se faz fica quase sempre mal feito (o caso da estrada da Alfarrobeira, em Alverca, as obras do Largo Carlos Pato, onde o alcatrão fica mais alto que a calçada). Além da fraca eficácia de quem comada essas obras e projectos, existe aquela escumalha "bollycao" que destrói o que está bom (vejam o caso do passeio ribeirinho..). Escrevi tanto e não saiu nada que se aproveite.

 

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