Marcelo: «Cavaco Silva ganhou porque num momento de crise, ele era um referencial de segurança»

Marcelo: «Cavaco Silva ganhou porque num momento de crise, ele era um referencial de segurança»












Marcelo Rebelo de Sousa considerou este domingo, na TVI, que apesar de esta «abstenção ser superior a todas as abstenções», a vitória de Cavaco Silva obteve «uma percentagem elevada».

A analisar o escrutínio deste domingo, Rebelo de Sousa sublinhou a «perturbação um pouco incompreensível por parte do Ministério da Administração Interna», referindo-se às dificuldades que muitos eleitores se defrontaram ao não conseguirem votar com o seu Cartão do Cidadão. O professor considerou, contudo, que não terá sido este o motivo por que se registou uma tão grande abstenção e notou que «os distritos com maior percentagem de abstenção foi onde Cavaco Silva teve melhor votação».

«Quem não foi votar, podendo, a meu ver, cometeu um erro democrático grave: não é possível não ir votar e depois dizer quer isto está péssimo», criticou. «Do ponto de vista de maturidade cívica, não tendo ensombrado o resultado eleitoral, considero uma pena essa abstenção».

Marcelo Rebelo de Sousa considerou «muito interessante» o discurso de Cavaco Silva, dizendo que «tem a ver com a essência da sua vitória».

«Cavaco Silva ganhou porque num momento de crise, ele era um referencial de segurança», considerou o professor na TVI. Na sua análise, concluiu que «Cavaco é, na democracia portuguesa, o político com mais vitórias», referindo-se às três enquanto primeiro-ministro e às duas como Presidente da República. E sublinhou ainda outro aspecto: «Há ali uma coisa que ele disse. "Eu venho do povo". Ele é a primeira pessoa que é primeiro-ministro e vem do povo, povo. O único primeiro-ministro que não andou num liceu, andou numa escola comercial, é Cavaco Silva - esse aspecto é muito sui generis e fá-lo buscar eleitorado à Esquerda».

«Há uma nota a acrescentar: Cavaco dedica uma parte do seu discurso aos ataques que lhe foram dirigidos [...] venceu a honra contra a infâmia e a calúnia», considerou. «Também quer dizer que Cavaco Silva não esqueceu aqueles que utilizaram este tipo de argumentação durante a campanha e pré-campanha».

«É um mandato muito mais difícil» para Cavaco Silva porque ele já foi julgado a pensará: «Agora já não tenho de ir a votos».

Sobre os candidatos derrotados, Marcelo Rebelo de Sousa considerou que Manuel Alegre teve um «encanto à primeira que não à segunda» candidatura presidencial do socialista histórico. «Ele era um movimento cívico, era a diferença, e este foi um Manuel Alegre metido num colete de forças».

Sobre Fernando Nobre, disse que este teve «um discurso de esperança, mas sem conteúdo». No entanto, notou: «Acho que nas próximas eleições vai haver mais Nobre».

Em relação ao candidato comunista, o professor considerou que Francisco Lopes «pode voltar a ser candidato». «Este homem cresceu, fez-se debaixo das luzes da ribalta», em alusão ao facto de considerar que, em Setembro, tinha uma presença muito mais tímida e que, «em Janeiro, revela-se».

Para Rebelo de Sousa, José Manuel Coelho «disse em voz alta muita coisa que as franjas contestatárias gostam que se diga». E considerou que, apesar de ser de um partido de Direita, «tem uma lógica de esquerda». «A votação na Madeira é surpreendente. Há qualquer coisa de protesto na Madeira», considerou.

Fonte: iol.pt

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