“Em Vila Franca ainda existe relutância em relação ao judo”


O judo é, segundo o treinador Vítor Pimenta, uma forma de estar na vida que harmoniza o corpo e a mente. No pavilhão da União Desportiva Vilafranquense, em Vila Franca de Xira, treinam 20 atletas que já vão conquistando alguns títulos.

Vítor Pimenta treina há dois anos perto de 20 atletas, entre os cinco e os 18 anos, no pavilhão do União Desportiva Vilafranquense, em Vila Franca de Xira. O treinador gostaria de ter mais alunos e não percebe por que é tão difícil mobilizar os vilafranquenses para a prática de uma modalidade que tem crescido em todo o país.

Os alunos fazem o aquecimento antes de executar alguns exercícios comandados pelo mestre Vítor Pimenta, que conta já com 40 anos de judo no currículo. Os mais pequeninos estão entretidos com umas argolas enquanto vão treinando algumas técnicas da arte marcial. À entrada da sala está uma mãe que assiste ao treino do filho e vai vibrando com as suas vitórias. “O nosso objectivo é que os alunos conheçam a modalidade e se divirtam. E depois temos a vertente competitiva e desejamos levar os nossos atletas à conquista de muitos títulos”, explica o treinador. As vantagens do judo são imensas e Vítor Pimenta aproveita para destacar o código ético que guia a modalidade. Conceitos como a humildade, o respeito pelo outro e a entreajuda são valorizados. “O judo não se esgota em si mesmo enquanto desporto. É uma forma de vida”, ressalva, acrescentando que os judocas rapidamente ganham uma maior auto-estima, confiança e espírito de sacrifício.

“Ao contrário do que muitas pessoas pensam, não é um desporto violento e permite harmonizar o corpo e a mente, ajudando a ter uma boa postura corporal”. O treinador não compreende por que é que em Vila Franca de Xira ainda “existe alguma relutância em relação à modalidade”, quando vê o judo a crescer em várias zonas do país. Mesmo com algumas demonstrações em escolas do concelho não é fácil a captação de novos judocas. Dos atletas que treinam da UDV destaca nomes como Sebastião Salvador, Joana Lobo ou Sara Queiroz que têm conquistado alguns títulos. “Não queremos formar só atletas, mas também boas pessoas”, conclui o mestre. As aulas são à terça-feira e à quinta-feira, entre as 19h00 e as 21h00. A mensalidade custa 25 euros.



Sara Queiroz conquistou o título de campeã distrital


Sara Queiroz, 18 anos, mora em Alhandra e já pratica judo há 10 anos, embora tenha interrompido o desporto durante algum tempo devido a uma lesão no joelho. Tem o cinturão castanho que, segundo a atleta, “ainda irá permanecer durante muito tempo”. Venceu o título de campeã distrital, na categoria júnior, e prepara-se para disputar no dia 20 de Fevereiro o título nacional. “Um dia vim a uma aula de judo e gostei tanto que continuei sempre. Gosto muito do ambiente, dos treinos e de ajudar os mais pequenos”, conta a atleta que está neste momento a tirar o curso de Ergonomia na Faculdade de Motricidade Humana, em Lisboa, embora pretenda mudar para Ciências do Desporto. Não consegue trazer os amigos para o desporto porque dizem que é muito violento, mas Sara Queiroz considera o judo um óptimo desporto para descontrair.

Fonte: O Mirante

1 comentários:

Andreia Nunes disse...

Bem não podia deixar de comentar este artigo, é de lamentar que para ser atleta ou boa pessoa (“Não queremos formar só atletas, mas também boas pessoas”)se tenha de pagar mensalmente a quantia de 25€ mensais por 2 treinos de 2 horas semanais...se agora teem 20 Atletas, ou continuam com 20 ou ficam com 10!Eu não pagava tal quantia a treinar 5 horas diárias...
Parabéns Sara pelo titulo de vice-campeã nacional.E já agora a Sara para a Federeção faz parte de que Clube?Não será Judo Clube de Lisboa?
Mas enfim Vila Franca de Xira vai mal a pior...
Atenciosamente,
Andreia Nunes

 

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