Um vilafranquense forte que não foi na cantiga da derrota


Jogo emocionante já ganhou lugar na memória dos adeptos

Muito aconteceu a 6 de Fevereiro, mas a data é especialmente recordada por ser o dia de nascimento de grandes artistas mundiais da música. A 6 de Fevereiro nasceu Axl Rose, Rick Astley e, claro, Bob Marley. Neste dia, em 1981, os Beatles juntaram-se para gravar um tributo a John Lennon. E a 6 de Fevereiro de 2011 o Vilafranquense foi ao Estádio Municipal da Lourinhã com a ambição de recolher três importantes pontos na classificação. Empatou a duas bolas mas o jogo foi tão emocionante que vai ficar a zunir na cabeça dos adeptos durante muito tempo.


Em dia de música o jogo resume-se quase a uma sinfonia: começou com um Allegro dado pelo árbitro da partida, Joaquim Leitão à equipa de Vila Franca de Xira. Um penalti colocou os visitantes em vantagem e fez explodir a claque que alugou um autocarro de propósito para apoiar a equipa nas terras do Oeste. A música continuou com um Scherzo, um empate com um golo do Lourinhanense que não deu margem a Fialho para segurar. Foi de bola parada. Os da casa não levantaram o pé e continuaram a pressionar para dar a volta ao resultado. Foi então que a sinfonia passou para um Adágio, com a reviravolta no resultado, fruto de uma grande combinação entre Bruno Antunes e Paulinho do Lourinhanense. Tudo isto na segunda parte do encontro, quando muitos já davam por mal empregue o dinheiro do bilhete.

Ter começado a ganhar e na recta final ver-se a si próprio a perder fez Paulo Eira, técnico do Vilafranquense, gesticular, apontar, correr e olhar muitas vezes para o relógio. Era o tudo ou nada. Gritava palavras para dentro do campo, “subam”, “não o largues”, “apoia, apoia”, dizia. Mas os músicos andavam inspirados, não pareciam precisar de indicações. Eira tirou defesas para meter avançados, num tudo por tudo que viria a dar que falar. Quando todos pensavam que o Lourinhanense iria carimbar a quinta vitória consecutiva no campeonato o Vilafranquense arrancou para a área adversária em peso e fez um “encore” de deixar toda a gente de boca aberta. Um daqueles golos que tão depressa não se esquece, bem no cantinho, no alto da baliza, de cabeça. O resultado final de 2-2 acabou por ser justo para a qualidade do futebol e no final os adeptos, jogadores e técnicos garantiram que foi um dos jogos mais emocionantes deste princípio de ano.

Num jogo sem casos nem cartões, fica o registo do incrível reforço policial que se abateu sobre o estádio, num rácio de quase um polícia para cada dez adeptos. Curiosamente nunca houve ameaças entre as claques rivais e o ambiente foi sempre pacífico, mas mesmo assim as carrinhas do Vilafranquense tiveram de receber escolta policial até ao Ramalhal. Porquê, ninguém sabe. No final fica Vila Franca de Xira em quarto lugar da classificação com 31 pontos - menos seis que o primeiro classificado - e o Lourinhanense com 28 pontos (nono lugar).

“É um privilégio um clube como o nosso ter um grupo de adeptos assíduo que ama a sua equipa e a apoia com muito entusiasmo. Sofrem às vezes tanto ou mais que nós. Agradecemos todo o apoio e os jogadores sentem isso. Às vezes a 70 ou 80 quilómetros de casa. Se fôssemos jogar ao Minho provavelmente eles iam também”, destacou Paulo Eira a O MIRANTE. “Sabíamos que ia ser um jogo difícil, faltou-nos alguma agressividade defensiva mas ter arriscado valeu a pena. Queremos continuar a ganhar no futuro”, concluiu.

Para o técnico adversário, Luís Brás, o resultado foi justo. “O Vilafranquense tem hoje uma qualidade de jogo acima da média. Tentámos explorar algumas fragilidades do adversário mas depois de conseguirmos equilibrar o resultado a nosso favor tivemos uma desatenção que nos foi fatal”, resume.


Fonte: O Mirante

1 comentários:

Balrog disse...

Nota do Vila Espanca Blog: Lamentos que o Jornal não tenha mencionado as bárbaras agressões que os adeptos do Vilafranquense sofreram da parte de elementos de intervenção da guarda Nacional Republicana. Entre escoriações e Cabeças partidas, um comportamento inqualificavel das forças de (in)segurança.

 

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