Da escola de Cruyff para Vila Franca de Xira


Nasceu na Holanda mas é filho de emigrantes portugueses; o seu nome, aliás, deixa transparecer as suas raízes. Davi Lizardo, extremo holandês de 20 anos, virou uma página na carreira ao tornar-se o mais recente reforço do Vilafranquense, clube que disputa a primeira divisão dos campeonatos distritais de Lisboa.

Formado na prestigiada academia do Ajax, Davi foi outrora considerado um dos mais promissores futebolistas da Holanda, com chamadas às seleções sub-17 e sub-18 daquele país. Mas apenas quatro anos depois de ter chegado a Amesterdão, foi-lhe mostrada a porta de saída do clube holandês.

«Ainda hoje não sei o que aconteceu. Estava a jogar bem nesse ano na segunda equipa do Ajax e até me treinava com o plantel principal. De repente, disseram-me que era um jogador livre, e tive de me vir embora», conta o jovem extremo a A BOLA.

 Seguiu-se uma curta passagem pelo FC Dordrecht, da segunda divisão holandesa, mas aí foi logo atirado para a equipa B. Cresceram as dúvidas sobre se iria realmente conseguir confirmar o talento que muitos nele haviam visto. «Chorei muito», recorda.

A oportunidade de assinar pelo Vilafranquense surgiu um pouco por fruto do acaso, quando representava o Leonidas, da terceira divisão holandesa: - Um amigo disse-me que conhecia uns empresários daqui e eles telefonaram-me. Foi tudo completamente novo e inesperado; não sabia que isto ia acontecer tão rapidamente. Em apenas dois dias tinha tudo tratado para vir para Portugal.

VOLTAR A SONHAR 

 Foi pela mão da Eurofoot, uma empresa portuguesa de agenciamento de jogadores, que Davi aterrou na Portela. O Vilafranquense assume-se apenas como uma espécie de trampolim para o jogador, que deseja recuperar índices de confiança e voltar à sua melhor forma. No final da época, caso tudo corra lhe bem, dificilmente o extremo holandês continuará no clube dos arredores de Lisboa. É numa mistura de português com inglês que Davi explica o que deseja desta aventura. «Só quero jogar e melhorar os meus skills», diz. Dos seus pais, que em tempos deixaram esta terra à procura do seu próprio sonho, recebeu um conselho apenas: «Disseram-me para ir à luta.»

Texto: Luis Mira Fonte: ABOLA

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