Lions Like Zebras vencem 1ª edição do Riffest


Lions Like Zebra
Grupo Lions Like Zebras venceu primeira edição do Riffest - Concurso de Bandas Jovens do concelho de Vila Franca de Xira. Município garante que iniciativa é para continuar.

Às cinco da tarde de sábado, 18 de Outubro, hora marcada para o início da grande final do Riffest - Concurso de Bandas Jovens do Concelho de Vila Franca de Xira na sala de espectáculos da Sociedade Filarmónica Recreio Alverquense (SFRA), em Alverca, Futebol Clube do Porto e Sporting davam o pontapé de saída no jogo a contar para a Taça de Portugal que passava em directo na televisão, o que explicava a manifesta falta de público. Dentro da sala davam-se os últimos retoques no som e cá fora a esplanada ia-se compondo com a chegada gradual dos convidados, na sua maioria amigos dos músicos que ali estavam a concurso.

O ambiente era de serenidade e excelente disposição, com alguns nervos à mistura. Afinal estavam em jogo, para além do prestígio da participação, três prémios no valor de 1500, 1000 e 500 euros em material, a ser entregue às bandas que se classificassem em primeiro, segundo e terceiro lugar, respectivamente. No final foi o grupo Lions Like Zebras quem fez a festa, seguido pelos Black Bombaim e pelos Monolith Moon em terceiro lugar.

“Já ganhámos 500 euros, isso é garantido! Pelo menos o terceiro lugar é nosso de certeza», dizia brincando antes do concerto David Mergulho, baixista dos Monolith Moon, uma das três bandas que sobreviveram às quatro eliminatórias durante as quais ficaram pelo caminho seis bandas. Para além de David, os Monolith Moon são compostos por Daniel Costa, na bateria, Gonçalo Costa nas teclas, a vocalista Sara Freitas e o guitarra Diogo Ferreira, fundador e principal compositor deste grupo que aposta nos originais: “Já existimos desde 2009 e quando começámos fazíamos alguns covers mas agora temos o nosso próprio reportório”, conta-nos Diogo, que admite uma forte vontade de ver o trabalho da banda editado em disco.

Os Lions Like Zebras, uma formação composta por Ricardo Pereira na guitarra, João Pedroso na segunda guitarra e voz, Ricardo Catarino na bateria e voz e Ricardo Silva no baixo, juntaram-se em 2009 e decidiram dar esse nome à banda porque lhes “soou bem”, conta João Pedroso, que diz não se lembrar de quem foi a ideia originalmente.

A terceira e última banda chama-se Black Bombaim e é a mais antiga das três concorrentes, com os seus 12 anos. É também aquela que apresenta mais elementos em palco, sete: Rui Melo na percussão, Fernando Calhas no baixo, João Silva na bateria, David Almeida nas teclas, Mariana Rosa na guitarra, Gonçalo João na voz e Pedro Lameira na guitarra acústica e voz, sendo estes dois últimos os fundadores e principais compositores do grupo.

Monolith Moon
“O Gonçalo compõe sobretudo em inglês e eu componho em português, tem sido assim desde que nos juntámos em 2002”, conta-nos Pedro Lameira. “Tivemos oportunidade de gravar uma demo em 2005 com alguns temas e conseguimos alguns concertos mas não conseguimos ainda arranjar uma editora para gravar um trabalho a sério”, lamenta. “A nossa onda resume-se nestas três coisas: energia, alegria e música, é isso que representamos”, afirma a única instrumentista feminina presente, Mariana Rosa.

A hora das apresentações chegou finalmente e os Monolith Moon foram os primeiros a subir ao palco, seguidos pelos Lions Like Zebras e pelos Black Bombaim por último. Para cada banda estavam reservados 40 minutos para mostrarem os temas que escolheram para a final. Longe de estar cheia, a sala estava no entanto agradavelmente composta com a presença de algumas dezenas de apoiantes, amigos e familiares dos músicos que foram fazendo a festa e dançando.

Atentos estavam também os elementos do júri composto por Sérgio Lima, técnico do serviço de juventude da Câmara de Vila Franca de Xira, Telmo Lopes, músico e representante da ACIS neste painel, e Paulo Brissos, conhecido músico Vila-Franquense, cuja missão era julgar considerando critérios como a prestação em palco, a execução e a composição musical dos três concorrentes.

Festival é para continuar
Black Bombaim

Entregues os prémios e aplaudidos os músicos participantes, era tempo de um primeiro balanço feito a quente daquela que foi a primeira edição de um festival que se pretende seja para continuar, como assegurou à nossa reportagem Fernando Paulo Ferreira, vice-presidente do municípioe um dos principais impulsionadores desta iniciativa: “Acho que o primeiro comentário vai para a excelente qualidade destas três bandas e até das outras seis que entretanto ficaram para trás nas eliminatórias, o que nos diz que estamos no caminho certo ao estimular os nossos jovens porque existe muito talento entre eles que merece ser apoiado e trazido ao conhecimento público”, afirma o autarca.

Uma voz a fixar

Na final da primeira edição do Riffest não houve propriamente vencedores e vencidos, uma vez que as três bandas presentes tinham já passado por um escrutínio de quatro eliminatórias que garantia a qualidade dos seus projectos. No entanto, a verdade é que os Monolith Moon tiveram de se contentar com um honroso terceiro lugar, atrás dos Black Bombaim e dos vencedores Lions Like Zebras, dando origem a uma daquelas pequenas-grandes injustiças que acontecem em todos os concursos de novos talentos, nomeadamente envolvendo bandas. Referimo-nos à voz de Sara Freitas, a vocalista dos Monolith e um dos inegáveis talentos que passaram pelo palco do festival, pese embora o terceiro lugar na classificação que a banda registou no seu todo. Sara Freitas é um nome a fixar...

Fonte: O Mirante


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